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SEEB/RG completa 70 anos de fundação
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Rio Grande (Seeb/RG) foi fundado em 5 de abril de 1933. Completou 70 anos no último mês de abril. São 70 anos de luta pelos direitos dos bancários e de história destes trabalhadores em Rio Grande. O crescimento da entidade é bem lembrado pelo bancário aposentado Mário Soares de Pinho, hoje com 83 anos. Sua trajetória como bancário começou em 1939, seis anos após a fundação do sindicato, no antigo Banco Nacional do Comércio S.A. A aposentadoria aconteceu em 1970.
Contribuiu para que a entidade chegasse ao patamar em que atualmente se encontra, pois foi um dos seus presidentes (de 1968 a 1969). Mário Pinho conta que na época o sindicato funcionava em uma única sala, no prédio do antigo Café Nacional, onde hoje funciona o Hotel Atlântico. Posteriormente, foi transferido para uma sala no prédio do antigo Clube Sacarrolhas. Deste local, passou a funcionar na sala número 210 da recém construída (na época) Galeria São Pedro. Em 18 de janeiro de 1989, transferiu-se para o atual prédio (Marechal Floriano, 467).
Em termos de defesa dos associados, lembra o caso de um bancário que a direção do banco para o qual trabalhava ficou sabendo que ele era gay e resolveu demiti-lo. O sindicato não conseguiu evitar que o associado fosse demitido, mas fez com que ele fosse indenizado. Sobre como foi manter um sindicato nos momentos mais difíceis do Brasil — na época da ditadura — , contou que este tipo de entidade podia funcionar, desde que não falasse mal do Governo, O sindicato inclusive obteve auxílio do Governo, na gestão de Getúlio Vargas, para construção do Edifício dos Bancários.
“Quando Vargas esteve em Rio Grande, à diretoria do Seeb conseguiu uma audiência com ele. No encontro, ele disse: ‘Ah, esses são os letrados’. Os bancários eram considerados assim. Pedimos um terreno para construção dos apartamentos para a categoria e em seguida o presidente enviou um engenheiro do Rio de Janeiro para Rio Grande. O governo federal comprou o terreno, na Andradas esquina Barão de Cotegipe, e cedeu ao sindicato. Foi construído um prédio de 40 apartamentos”, relembrou o aposentado. Em função do período de ditadura e da pressão dos donos de bancos, o presidente escolhido para a entidade era quase sempre um funcionário do Banco do Brasil, que tinha certa autonomia por estar ligado ao BB.
A direção do sindicato escolhia um nome e passava nas agências para votação. “Assim, nenhum funcionário se incompatibilizava com seu patrão”. Atualmente, a eleição para diretoria do Seeb/RG é feita de forma diferente. Os associados interessados formam chapas e os demais votam na chapa que entendem ser melhor. A diretoria tem 28 membros, funcionários do Banrisul, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco Real, Santander Meridional e HSBC. Mário Pinho observa que hoje o sindicato está bem melhor estruturado, tem autonomia e mais auxílio da Federação.