DTX09405

 

São Paulo, 29 de junho de 2005

De:   CNB-CUT

Para: Entidades Sindicais Bancárias

 

 

 

Bancários do Bradesco conquistam isenção de tarifas

 

    Depois de muitos anos de luta, os funcionários da organização Bradesco finalmente conquistaram a isenção de tarifas para a quase totalidade dos serviços. A medida atinge 60 mil bancários da instituição e 13 mil do conglomerado. A direção do Bradesco informou hoje à CNB que os bancários não pagarão mais a tarifa de:

- manutenção de conta corrente (6,90);

- não terão mais limite de saque no auto-atendimento (até então era cobrado 1,00 a partir da sexta transação);

- não terão mais limite para transferência no auto-atendimento (era cobrado 1,00 a partir da nona transação);

- ficam isentos da tarifa de operação de cheque especial (18,00 a cada três meses);

- ficam também isentos do pagamento de tarifas pelo talão de cheques, sendo isenção total;

- e ficam isentos da tarifas de acesso ao fone fácil com atendimento pessoal (1,00 a cada acesso).

    Em relação à reivindicação de uma taxa de juros que não ultrapassasse 2% para os funcionários, o banco alegou que já pratica acordo firmado com a CUT com índices que variam entre 1,75% e 2,30% para seus empregados. Só não houve recuo do banco da cobrança de taxa de cadastro para empréstimo consignado, que hoje é de 25,00.

    De acordo com Pedro Sardi, diretor da Fetec SP e um dos coordenadores da Comissão dos Empregados do Bradesco (COE), a isenção de tarifas foi objeto de várias atividades nos últimos anos e o banco era um dos pouco que não isentava seus empregados pagamento de tarifas. “Ao contrário de grandes empresas que tratam seus empregados de forma diferenciada, o Bradesco nos tratava como clientes normais, sujeitos a todas as taxas, mas com o agravante que não podíamos escolher outro banco para recebermos nossos salários”, destacou.

    O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, destaca que está é um conquista histórica. “A isenção de tarifas sempre constava nas nossas pautas e foi objeto de luta de muitos anos. Agora o Bradesco se verga a este direito dos trabalhadores. Esperamos que esta medida impulsione os funcionários para outras lutas no banco como o fim das metas e do assédio moral e a mobilização pelo auxílio-educação e por aumento salarial”, destacou.

    Os dirigentes destacaram ainda que esta conquista no Bradesco deve impulsionar os demais bancários a se mobilizarem pela isenção naqueles bancos que ainda não têm esta prática com os funcionários.
 

CNB-CUT