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CNB/CUT critica dissídio no BB e na Caixa
Na última segunda-feira,
dia 11, apesar de representar cerca de 10% da categoria bancária, a
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec)
ajuizou no Tribunal Superior do Trabalho (TST) o processo de dissídio
coletivo para os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica
Federal. A medida foi repudiada pela CNB/CUT (Confederação Nacional dos
Bancários), que representa 90% dos bancários do país.
No entendimento da CNB/CUT, o dissídio representa uma ameaça
aos direitos dos trabalhadores, tendo em vista que os históricos de
julgamentos no Tribunal Superior do Trabalho são desfavoráveis aos
bancários. "A instauração de dissídio coletivo significa deixar de acreditar
na força do trabalhador e apostar no poder normativo da Justiça do Trabalho.
E divide ainda a categoria, uma vez que o pedido foi só para o BB e para a
Caixa, separando a campanha salarial, o que é uma medida equivocada",
criticou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
A CNB/CUT considera que a negociação é a melhor saída para
resolver impasses trabalhistas de natureza financeira. De acordo com a
entidade, a experiência acumulada mostra que julgamentos desse tipo nunca
recompuseram a inflação e, em muitos casos, o TST decidiu até mesmo por um
reajuste inferior à proposta patronal original.
Dois casos ocorridos no Banco do Brasil ilustram bem essa
realidade. Um em 1997, quando os funcionários do BB foram prejudicados pelo
julgamento de um dissídio que permitiu à direção do banco reduzir o
interstício entre as referências, de 12% para 3%. O outro foi em 1999,
ocasião em que o TST concedeu ao BB sentença para retirar o anuênio.
Contra o pedido de dissídio coletivo pela Contec, a CNB/CUT
argumenta ainda que a união dos trabalhadores fortalece seus movimentos e
conduz a vitórias, ao contrário da divisão e da fragmentação, que só
enfraquecem os bancários e trazem derrotas, favorecendo apenas o setor
patronal.
Audiência de conciliação
Em virtude do pedido de ajuizamento de dissídio, o Tribunal
Superior do Trabalho marcou para hoje audiência de conciliação entre
bancários e as direções dos bancos públicas. As audiências serão separadas.
A do BB ocorrerá às 15 horas, enquanto a da Caixa está agendada para as 16
horas
Fonte: Fenae Net