DTX25404 - Informativo da Confederação Nacional dos Bancários – CUT – nº 27 - outubro/2004

 

 

Luta agora é para manter todas as

cláusulas negociadas com a Caixa

 

O julgamento do dissídio coletivo não encerra a campanha

salarial dos bancários, que querem retomar as negociações

 

 

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal já iniciou os contatos com o banco para reabrir as negociações e as-segurar todas as cláusulas que ficaram em suspenso com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta quinta-feira, dia 21. A Jus-tiça definiu a manutenção do índice de reajuste e concedeu um abono de R$ 1.000 para todos os empregados da Caixa, mas todas as demais cláu-sulas precisam ser renegociadas, inclusive a Par-ticipação nos Lucros e Resultados e a 13ª Cesta-alimentação.

O coordenador da Comissão e secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, explicou que o julgamento do dissídio coletivo não encerra a campanha salarial dos bancários. “Agora temos que exigir da Caixa o cumprimento de todas as cláusulas negociadas anteriormente”, detalhou.

Plínio disse que nesta segunda feira, dia 25, a Comissão dos Empregados se reúne, às 14h, em Brasília, para definir os próximos passos da Campanha Salarial. “Nós já enviamos uma carta para o banco solicitando a reabertura das negociações. Mas até agora não houve resposta e precisamos continuar a mobilização para garantir a retomada das negociações”, afirmou.

Para o dirigente, os bancários precisam manter o movimento até que a campanha seja definida por completo e a Caixa garanta a manu-tenção dos acordos vigentes, sem perda de ne-nhuma cláusula. “Nós sempre destacamos que quando uma Campanha Salarial termina em dis-sídio os trabalhadores saem perdendo. Não que-ríamos a intervenção da Justiça justamente por isso. Embora os ministros tenham concedido um abono de R$ 1000, todas as demais cláusula perderam a validade e agora precisamos voltar a negociar para não perdermos as conquistas de anos e anos de luta”, disse.

 

Dias parados - Os ministros do TST con-sideraram a greve abusiva apenas em suas for-malidades e por isso decidiram que os bancos abonem a metade dos dias parados e compen-sem os outros 50% de acordo com negociação entre as partes. Para Plínio, os dias não deveriam ser nem compensados, pois só com as horas ex-tras que não são pagas já são suficientes para pagar todos os dias de greve e ainda sobra saldo.

Dois dias depois do julgamento do TST a Caixa já convocou os bancários para trabalhar em horário de folga. Agências da Caixa em di-versas localidades devem abrir neste sábado, dia 23, para entrega dos cartões do programa Bolsa Família.

“A convocação da Caixa parece uma pro-vocação. Durante a greve a direção ameaçou descontar os dias parados, mas não pensa duas vezes na hora de explorar os empregados. A Co-missão Executiva dos Empregados orienta a todas as entidades que se articulem com as DRTs para promover fiscalizações nos locais de traba-lho para observar o cumprimento dos dispositivos legais previstos na CLT no que tange ao trabalho em finais de semana e registro da jornada extraordinária”, finalizou Plínio.


 

GT RH 008: PELA REINTEGRAÇÃO DE TODOS OS DEMITIDOS