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Banqueiro, o melhor investimento são as pessoas
Jornada Internacional de Luta de 21 a 25 de novembro
Os trabalhadores globalmente buscam “Emprego, saúde e condições de trabalho”, exigindo dos bancos o reconhecimento que o “melhor investimento são as pessoas”. Nada mais justo, pois são os trabalhadores que produzem os fabulosos lucros dos bancos. Estas reivindicações, definidas como eixos desta Jornada Internacional de Luta que acontece entre os dias 21 e 25 de novembro, foram definidas na Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, que aconteceu em São Paulo entre os dias 25 e 27 de julho deste ano.
Os bancários estão organizados pela Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) e pela Union Network Internacional (UNI), com apoio da ORIT/CIOSL (Organização Regional Interamericana dos Trabalhadores/Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres). Essas entidades, que reúnem todas as organizações políticas do setor sindical bancário na América Latina e no mundo reivindicam que o setor financeiro internacional negocie e pratique uma relação de trabalho global, assim como mantém com o mercado mundial.
Basta à exploração dos bancos
As condições de trabalho dos bancários têm piorado. O progresso tecnológico da última década representou uma redução drástica nos custos, mas não tornou os serviços financeiros mais baratos para os cidadãos e empresas, pelo contrário, gerou terceirização e precarização na categoria bancária.
Na América Latina, em poucos anos, as instituições bancárias estrangeiras se converteram em proprietárias de mais da metade dos bancos de maior tamanho na região, se calculados os ativos. Entre 1997 e 2001, os 20 maiores bancos abocanharam, em geral, mais de 80% do sistema na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela.
ABN
Negociação em Novembro
Durante a Jornada Internacional de Luta realizada em toda a América Latina e Europa no dia 25 de novembro de 2004, foi entregue carta à direção regional latino - americana do ABN Amro proposta de Acordo Marco com vistas a iniciar o processo de negociação global com o banco.
A proposta de Acordo Marco visa estabelecer os direitos fundamentais a serem garantidos aos trabalhadores globalmente, com base nas diretrizes da OCDE (Organização par a a Cooper ação e Desenvolvimento Econômico), nas convenções da OIT (Organização Inter nacional do Trabalho) e no Global Compact da ONU.
Em abril de 2005, o ABN responde ao documento entregue no ano anterior e reconhece politicamente a organização global. O banco afirma aceitar ampliar o debate com os representantes dos trabalhadores de diversos países da América Latina. Na mesma oportunidade, concorda em realizar um encontro anual, com o objetivo de aprofundar os debates sobre os diversos problemas vividos pelos trabalhadores, mas o banco não garante a assinatura do Acordo Marco. A primeira reunião entre os trabalhadores globalmente organizados e o banco está previsto para início de 2006.
A organização e conteúdo do encontro deverão contar com a co-participação da Coordenadora Sindical Internacional e o ABN Amro. Na avaliação da representação dos empregados, desde que Fábio Barbosa, presidente do ABN Amro Real no Brasil e recém nomeado super visor do banco para toda a América do Sul, assumiu a direção do banco, não foi gerado um só posto de trabalho. Sem novos empregos, o banco v ai além. Já tornou comuns práticas condenadas pelas organizações internacionais em defesa do trabalhador como a terceirização, precarização do emprego e ausência de garantias com vistas à redução de custos.
A expectativa dos trabalhadores é que o ABN Amro neste processo de debates com os trabalhadores dê respostas satisfatórias a esses problemas vividos pelos bancários em toda a América Latina.